REFLEXÃO: CENTENÁRIO DE NELSON MANDELA

Publicado em 18 de julho de 2018.

Salvador, 18 de julho de 2018.

Nesta quarta-feira, 18, é celebrado o centenário de nascimento de Nelson Mandela. Com essa emblemática personalidade histórica, nós somos levados a fazer inúmeras reflexões, a seguir uma delas: Capacidade de perdoar, influenciar outros a fazer o mesmo e seguir em frente. Tais ações não são fáceis como as palavras. Mas, Nelson Mandela conseguiu provar ao mundo que mesmo após quase 3 décadas de prisão é possível deixar o passado para trás. Mandela tornou-se exemplo de dignidade ao estimular a reconciliação entre negros e brancos. Ele acreditava que as feridas feitas no corpo eram curadas pelo tempo, mas as invisíveis não. Assim, somente o perdão e o combate ao egoísmo e a ignorância poderiam criar meios para alcançar o fim das dores. Madiba, como é chamado carinhosamente pelos sul-africanos, decidiu que a culpa e a amargura não seriam os motores propulsores de sua vida. Ele alimentou o sonho de que as mudanças poderiam ser construídas mesmo sob os ventos fortes da adversidade. 

Luta pela igualdade

A admiração mundial nasce com a luta de Mandela contra o apartheid. O brutal regime político, que significa separação, começou na África do Sul por volta de 1944 e durou até 1991. Uma minoria branca governava a maioria de negros. Esses não tinham direito ao voto e à propriedade. A liberdade de ir e vir lhes era negada, assim como oportunidades iguais de moradia, emprego e escolaridade. Naquela época, todos os que discordavam do tal regime eram exilados ou enviados para a prisão da Ilha Robben. O militante e advogado Nelson Mandela era um desses opositores, membro do Congresso Nacional Africano (ACN). Em 1964, foi condenado à prisão perpétua após ser acusado de traição. Lá, foi obrigado a fazer trabalhos forçados, como quebrar pedras. Teve cartas censuradas e visitas supervisionadas. Ficou na solitária e foi vítima das mais diversas ofensas as quais eram comuns para um terrorista, como foi considerado na época, mesmo assim preservou o respeito pelas raízes de seu povo e até por quem o oprimia. A mensagem de luta contra o apartheid sem violência chamou a atenção do mundo. Em 11 de fevereiro de 1990, após a pressão de grupos internacionais, pedindo a soltura de Mandela e a chegada do novo presidente Frederik de Klerk, que também almejava uma nova África do Sul, finalmente chegou a liberdade do mito africano, aos 72 anos. O regime racista chegou ao fim em junho de 1991. Com isso, os negros tiveram os direitos civis e políticos recuperados. Por causa das iniciativas pacíficas De Klerk e Mandela receberam o Prêmio Nobel da Paz, em 1993. No ano seguinte, Mandela foi eleito presidente no dia 27 de abril de 1994 e governou até 1999. Depois continuou atuando na política e em junho de 2004, aos 85 anos, decidiu que se dedicaria apenas a causas humanitárias.

Por Ticiana Bitencourt

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